:: IGREJA BATISTA CENTENARIO::
 
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Princípios Batistas

25 RAZÕES PORQUE AINDA É MELHOR SER BATISTA
PRINCÍPIOS BATISTAS

  1. Nas Igrejas Batistas as Escrituras Sagradas são o único fundamento de fé e conduta. Em nossa maneira de interpretá-la não prospera os extremos do fundamentalismo ou do liberalismo. Para nós, nenhum outro documento se aproxima nem de perto da autoridade da Bíblia;
  2. Cada crente batista exerce o privilégio do livre e responsável exame da Palavra de Deus. Apreciamos uma leitura piedosa e amparada por um estudo exegético sério do texto e o uso das boas regras da hermenêutica bíblica, principalmente a de que a própria Bíblia é seu melhor intérprete;
  3. Entre nós predomina o conceito de igreja local. Somos as igrejas batistas e não a igreja batista. Nossa união denominacional se dá por um processo difícil, más maduras e que exige extrema grandeza de todos nós: a cooperação
  4. Nossas igrejas são autônomas. Autogovernam-se. Entretanto, primamos por estarmos todos submissos à soberania de Deus e às orientações de Sua Palavra. Formamos uma Convenção de igrejas e espontaneamente decidimos nos unir a ela, buscando seguir sua orientações que, aliás, são definidas pela maioria. Nos formamos como igrejas independentes, mas valorizamos a interdependência e a comunhão fraterna com as igrejas co-irmãs.
  5. Nossas igrejas são democráticas. Adotamos um governo congregacional. Cada membro tem direito à voz e voto. Prevalece a vontade da maioria. Quem perde, humildemente, segue a maioria. Temos ciência, entretanto, de que mesmo a vontade da maioria e até a unanimidade pode, em algum momento, não representar a vontade de Deus.
  6. Somos avessos ao autoritarismo, mas entendemos a importância a da autoridade. Temos mecanismos regimentais para mudar nossa liderança quando ela não está servindo bem. Não somos presbiteriais (governo de alguns) ou episcopais (governo de um). Não temos líderes infalíveis nem prosperam entre nós, por muito tempo, donos da verdade e da última palavra.
  7. Sabemos para onde vão os recursos arrecadados em nosso meio. Podemos definir onde os mesmos vão ser gastos e, ainda melhor, receber relatórios das despesas, auditado ou examinado por outros. Nosso mundo batista é mais transparente.
  8. Nossas igrejas mantêm-se separadas do Estado. Queremos ser a consciência do Estado, voz profética irrepreensível do poder público. Politicamente somos a-partidários, o que não impede que os membros individualmente façam suas opções. Como parte do reino de Deus, usamos nossa influência na busca da construção de um mundo melhor e de uma sociedade mais justa.
  9. Entendemos que não devemos receber qualquer financiamento ou doação de recursos públicos para a manutenção de nossos cultos, templo e ações evangelísticas. Entretanto, entendemos como legítimas, extensivo a todas as confissões religiosas, as imunidades tributárias constitucionais em função de nossa natureza não-econômica e dos enfoques sócio-espiritual de nossa missão. Não nos opomos à formalização de parcerias públicas ou privadas para projetos sociais, em prol dos mais pobres, desde que elas não comprometam nossa independência, princípios éticos e autoridade espiritual.
  10. Como batistas, preconizamos a absoluta liberdade de consciência. Defendemos que todos são livres para escolher a sua religião, pregar suas convicções, sempre respeitando direitos e crenças alheias. Cremos que cada pessoa é livre e responsável diante de Deus. Entretanto, somos impelidos de anunciar a todos, com obstinação e sabedoria, aquilo que firmemente cremos, até para que tenham a liberdade de poder rejeitar.
  11. Abraçamos o sacerdócio universal de todos os crentes. Todos têm acesso direto ao Pai. Nossos pastores, não são gurus ou mediadores.São profetas, interpretes da Palavra revelada de Deus; ainda eu seres humanos, mas um pouco mais preparados e convocados para essa missão. Não são proprietários ou cessionários de bênçãos. São canais por onde elas podem (ou não) passar, como qualquer cristão pode ser. Não são donos do rebanho, nem vão prestar contas diante de Deus pelo “seu” povo, mas, sim, pelo ministério para qual foram convocados; se o cumpriram bem. Para nós, todos os crentes somos ministros e intercessores diante de Deus e a verdade revelada está disponível a todos.
  12. Não temos pressa para batizar ninguém. Queremos ver antes, naquele que quer ser batizado, algumas evidências de crente regenerado e ter alguma certeza de que cada batizando está ciente do preço a ser pago por um discípulo de Cristo. Por isso, também, não batizamos bebês ou crianças que não tenham plena consciência, até porque não achamos o batismo em si produza salvação. Só o tempo e os frutos dirão se aquele batismo representou realmente uma conversão verdadeira.
  13. Entendemos como mais biblicamente adequado o batismo por imersão por simbolizar melhor o novo nascimento e a identificação com a morte de Cristo, mas sem deixar de ter como irmãos em Cristo aqueles que foram batizados de outra forma, mas sob a égide de genuína fé em Jesus Cristo.
  14. A Ceia que celebramos não é santa. Santo é o Senhor da Ceia. Não entendemos que os elementos mudem de substância ou passem a possuir qualquer presença mística divina. Na Ceia do Senhor, nenhuma graça ou unção especiais são transmitidas ou conferidas, a não ser a bênção da comunhão, da gratidão, da recordação, do memorial do bendito sacrifício de Cristo na cruz.
  15. Aguardamos com serenidade e expectativa à volta de Jesus, o juízo final e a entrada no Céu para qualquer tempo. Enquanto isso queremos ser sal e luz e instrumentos para implantação dos valores do Reino de Deus neste mundo. Não somos prisioneiros de sistemas escatológicos detalhistas, de dispensacionalismos esquemáticos rígidos ou de milenismos literais.
  16. Não compactuamos com promessas vãs de prosperidade para os que contribuem. Preferimos dizimar por obediência, consciência da necessidade da obra e pela alegria de dar. Continuamos crendo num Deus que nos ama, que nos tem como filhos, possuindo ou não fartura de bens matérias ou de saúde.
  17. Não ignoramos o poder de satanás, mas não superestimamos vendo-o em todo lugar e em qualquer coisa, colocando-o em igualdade com Jesus. Contamos com o discernimento do espírito para julgar corretamente manifestações parecidas com possessões e influências demoníacas, porque a grande maioria tem outras razões que as explicam. Em sendo realmente malignas, enfrentamos no poder de Jesus coração com amor e respeito à pessoa humana, sem as usarmos para promover espetáculo público com elas... Nas igrejas batistas só Jesus Cristo tem lugar de destaque.
  18. Pregamos e promovemos um evangelho de ação integral como Jesus ensinou, não é só a alma do homem que precisa de salvação, mas suas emoções e seu corpo, bem com sua família, a sociedade e as estruturas sociais, econômicas e políticas. Mesmo tendo consciência de que a redenção completa só se dará com a volta de Cristo, lutamos para os valores e os ideais do evangelho faça diferença já.
  19. Nos batistas entendemos a importância da obra do Espírito Santo, que age como e onde quer, mas nunca contrario a sua própria palavra, trazendo confusão.Queremos estar abertos ao Seu mover, mas somos cuidadosos ao afirmar que certos comportamentos, sem precedente nas Escrituras ou tiradas fora do seu contexto, sejam realmente ações Dele. Nossa cautela nos tem livrado de embarcar movimentos fugazes dito o Espírito.
  20. Temos clareza que a missão dos anjos, ocasional e comandada por Deus. A presença permanente, protetora, conscientizadora e orientadora é prioritariamente do Espírito Santo de Deus que abita no coração daqueles que, pela fé, recebem a Cristo Jesus como Salvador e Senhor.
  21. Cremos que Deus, por sua soberania, tem poder para curar e realizar milagres ainda hoje, com quem, onde e quando quer. Segundo Sua perfeita vontade, pode também não curar. Como Jesus, preferimos que as pessoas se acheguem a Ele em busca da cura espiritual e do milagre da salvação, pois estes são eternos. Não somos afeitos a dar ordens a Deus para que milagres e curas aconteçam. Não manipulamos situações e emoções, nem estimulamos sua busca frenética. Mesmo testemunhando muitas curas em nossas igrejas, somos, como Cristo, prudentes em alardeá-las. Sempre que precisamos de um milagre, pedimos por ele a Deus, confiantes e submissos à Sua vontade.
  22. Nos batistas somos, por origem, avessos à espiritualização ou divinização de objetos, imagens, e pessoas. Não atribuímos poder sobrenatural às coisas. Não nos identificamos com místicos, esotéricos ou fanáticos religiosos. Exercitamos nossa fé com sobriedade e apoiados na doutrina cristã. Cultuamos exclusivamente ao Deus triuno, Senhor absoluto de nossas vidas e futuro.
  23. É muito bom ser batista porque ainda que precisemos construir alguns grandes e bonitos templos e outras instituições, nossa prioridade é a evangelização de nossa cidade, estado, país e mundo. Nossas agências missionárias, com ofertas levantadas entre nós, e centenas de igrejas sustentam milhares de famílias de missionários que, espalhados pelo Brasil e por toda a terra, semeiam o Evangelho da graça de Deus, que salva vidas e transforma o mundo.
  24. Somos um exército de milhares de homens e mulheres, jovens e crianças, que voluntariamente servem a Deus em suas igrejas. Ainda que tenhamos poucos que precisam dedicar-se exclusivamente a obra, e necessitam do justo sustento para isso, prevalecem entre nós os trabalhos dedicados e espontâneos dos filhos de Deus que desejam adorar e servir a Deus no mundo, como resposta de gratidão e amor pela salvação que recebemos.
  25. É melhor ser batista porque, ainda que tenhamos coisas para melhorar, fragilidades para superar e defeitos para corrigir, nosso sistema tem muitos mecanismos e recursos para que qualquer um, sendo usado por Deus, encaminhe propostas que visem a aperfeiçoar ou corrigir o que for necessário para servirmos mais e melhor ao Senhor e sermos um povo abençoado neste tempo e neste mundo.


    Pr. Walmir Vieira
    Convenção Batista de Minas Gerais
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